Todos nós buscamos a felicidade, não é mesmo?

Apesar de ser o maior objetivo da nossa vida, temos uma certa dificuldade em entender o que é felicidade ou como ser mais feliz.

Temos uma tendência a achar que felicidade é o pote de ouro no fim do arco íris, algo a ser alcançado de forma distante e quase inacessível.  Muitos também acreditam que felicidade é uma formula mágica, sorte ou uma característica reservada aos poucos afortunados.

Mas eu tenho uma boa notícia.

De um tempo para cá, felicidade deixou de ser um assunto subjetivo, para se tornar assunto de interesse científico. Pesquisadores do mundo inteiro analisam dados, observam comportamentos e acumulam resultados sobre uma certeza cada vez mais consistente: a felicidade é uma habilidade que pode ser aprendida e que pede de nós atenção e dedicação.

 

“A felicidade é uma habilidade que pode ser aprendida. É preciso empregar esforço, tempo, foco e paciência.”

Richard Davidson

 

A boa noticia é que é possível aprender a construir sua própria felicidade. Existem diversos caminhos, mas quero compartilhar com você 5 princípios, que em todos meus estudos e experiências pessoais, foram os que fizeram mais sentido para mim:

 

  • Propósito
  • Espiritualidade
  • Amor
  • Viver no presente
  • Maestria da Mente

 

Propósito  

Esse é um dos mais importantes princípios da felicidade: não existe felicidade sem propósito de vida. Somos seres que buscam significado. Essa sensação de contribuir para algo importante traz mais satisfação do que o dinheiro pode comprar. E o propósito não só é importante para a felicidade, mas como para os negócios. As pesquisas mostram que as empresas e os empresários, que tem um propósito bem definido, tem muito mais probabilidade de sucesso profissional.

E como criar seu propósito? É se perguntar, o que me inspira? Por que eu existo? Como posso pegar meus pontos fortes e usá-los de uma forma que eu realmente farei a diferença no mundo? Como posso usar o meu breve momento de existência nesse planeta para deixá-lo um pouco melhor do que encontrei? Como quero ser lembrado? Qual meu legado?

Temos uma necessidade de transcendência de fazer algo maior que nós mesmos.

E isso leva ao próximo princípio: Espiritualidade.

 

Espiritualidade

Espiritualidade é a necessidade que todos nós temos de buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio. É alinhar ou incorporar sua vida com valores, como:

  • Compaixão – é de deparar com a dor do outro e sentir vontade de ajudar.
  • Bondade – é a vontade de fazer o bem;
  • Consciência – saber que nossos atos afetam a todos
  • Fé – é acreditar em algo maior que você mesmo. Deus, Buda, energia, Universo, o que se quiser chamar, traz uma enorme força.
  • Perdão – É difícil ser feliz sem ter a capacidade de perdoar. Sabemos que não é fácil, por isso dizem que é divino. Perdoar o outro, perdoar a si mesmo.

E isso leva ao valor espiritual mais importante de todos, o amor

 

Amor

Não existe felicidade sem amor. De acordo com as pesquisas, o relacionamento, ter fortes laços sociais é um dos maiores motivos para a felicidade. Somos seres sociais. Precisamos de pessoas. Não existe nenhuma força mais poderosa que o amor: dar e receber.

Mas o amor é mais do que um conceito abstrato e romântico. Vocês sabiam que o coração é um pequeno cérebro? Os cientistas descobriram que o coração possui mais de 40.000 neurônios, o que dá ao coração a capacidade de detectar, tomar decisões e até aprender.

Mas não é só isso. Os cientistas descobriram que o coração emite um campo eletromagnético de até 3 metros, isso significa que sentir amor é bom para você e para os outros a seu redor. Ou seja, a partir de agora, tenha mais atenção ao que sente e emite, pois o seu amor ou a sua raiva serão sentidos por todos que estão à sua volta.

Mas quando falamos em amor, não estamos falando só de amar os outros, mas de amor próprio. É se conhecer, respeitar quem você é, seus limites, é ter a coragem de ser você mesmo. Quantas pessoas passam uma vida infelizes por simplesmente quererem agradar a todos?

Ame agora, sem esperar amanha. Diga hoje e todos os dias o quanto você ama as pessoas, e isso leva ao Viver no Presente.

 

Viver no presente.

Nunca estamos no presente. Um dos maiores problemas da humanidade é a nossa total desconexão com o aqui e agora. Estamos tão preocupados com as contas que temos para pagar no futuro, com a culpa sobre os erros que cometemos no passado e com a vida paralela que vivemos nas redes sociais, que esquecemos de viver.

A habilidade de estar com a atenção focada no presente, no que estamos fazendo, quem está conosco, ou com quem estamos conversando é importante para a felicidade. Cientistas mostraram que a nossa mente está divagando em 50% do tempo e nós nos sentimos menos felizes quando não estamos focados no presente. E isso não é só importante para nós, mas para as pessoas que amamos também. Vocês já viram os casais ou famílias nos restaurantes? Cada um no celular? Ninguém conversa mais! E isso é ainda mais grave para as crianças: 84% das crianças sentem que seus pais preferem o celular do que ficar com elas.

E como resolver isso? Da mesma forma que a doutrina Budista mostrou que o sofrimento existe, Buda mostrou que um dos caminhos para cura é a Atenção Plena. Atenção plena é a capacidade de usar a atenção tanto para o mundo interior quanto para o exterior. É perceber o quando a nossa mente nos distancia do momento presente. E para isso, vamos precisar do quinto princípio, a Maestria da Mente.

Maestria da Mente.

Quando algo de bom ou ruim acontece com a gente, não é o fato em si que é bom ou ruim, e sim os pensamentos e as emoções sobre o fato. De acordo com o professor de Harvard Shawn Achor,  somente 10% da nossa felicidade de longo prazo é prevista pelo o que acontece com a gente. 90% da nossa felicidade é prevista pela forma como nosso cérebro processa o acontecimento.

Então por que é tão difícil ser feliz?

Porque o nosso cérebro não foi programado para a felicidade e sim para a sobrevivência.

Lá no tempo das cavernas, era muito importante estar atento aos perigos. Se um tigre aparecia, eu precisava perceber o tigre e fugir dele. Nesse sentido, de lá para cá nosso cérebro não evoluiu. O nosso cérebro primitivo é programado para ficar atento aos perigos. Isso significa que somos muito atraídos pelo que é ruim como uma ferramenta de sobrevivência. E para piorar as coisas, o que é bom, nosso cérebro tem bastante dificuldade de perceber e o pior, de guardar.

“Nosso cérebro é velcro para o que é ruim e teflon para o que é bom.”

Rick Hanson

 

A verdade é que nosso cérebro nos ajudou muito na evolução e na sobrevivência, mas prejudicou bastante a nossa felicidade.

E agora? Meu cérebro é assim, sento, choro e vou ser infeliz o resto da vida?

Não, tenho uma boa notícia: você não é seu cérebro. Seu cérebro é um órgão comandado por você. Mais especificamente pela sua mente. E a grande descoberta foi saber que a mente pode moldar o cérebro.

De acordo com o  neurocientista Rick Hanson, nosso cérebro é um órgão que aprende. Ele é desenhado para ser alterado de acordo com pensamentos. O que pensamos e sentimos, aos poucos, vai esculpindo a estrutura neural.

Tudo começa com a consciência que é você quem comanda sua mente e não o oposto. Como já dizia um grande guru, Yogui Bajan: a sua mente é sua melhor amiga e sua pior inimiga. Grandes mestres, como Buda tinham a mesma constituição física que todos nós temos, mas eles conseguiram usar a mente para mudar o próprio cérebro a ponto de transformar mundo.

Uma das chaves da felicidade é tornar os seus pensamentos positivos. Pois um cérebro positivo gera emoções positivas. E quando maior número de emoções positivas maior a percepção felicidade.

 

Diante dos 5 princípios fica claro que a responsabilidade sobre nossa felicidade é 100% individual.  Isso nos traz uma grande liberdade e um grande poder. O poder de não mais ser escravo da circunstância, pois não controlamos o tempo, a maldade, a perda, não podemos controlar absolutamente nada fora de nós. Mas podemos controlar dentro, como pensamos e reagimos diante dos fatos, pois como já dizia o grande Carl Jung, eu não sou o que me aconteceu, eu sou o que escolho me tornar.

E você, o que tem escolhido?