É possível ser feliz no trabalho? A resposta é sim, claro. Muito mais do que possível, precisa se fazer necessário. Principalmente em ambientes onde se lida diariamente com pessoas, a chave para o sucesso precisa vir de seus líderes. Como Rod Nichols observa: “Se você tratar todos os clientes da mesma maneira fechará de 25 a 30% de seus contatos, porque só fecha um tipo de personalidade. Mas se aprender como trabalhar eficientemente com todos os quatro tipos de personalidade, é possível que feche 100% de seus contatos.”

Justamente sobre isso que o “Caminhos da Felicidade” do dia 5 de novembro, contou com a nossa fundadora Flávia da Veiga e João Paulo Pacífico, fundador do Grupo Gaia, conversando sobre Felicidade nas Organizações e como um tema importante pode impactar no dia a dia das empresas. Em uma conversa descontraída, foram abordados diversos pensamentos que fazem a diferença tanto para os líderes quanto para os colaboradores. 

Normalmente em um ambiente de liderança é intuitivo cair no imediatismo e no automático – querer que tudo funcione o mais rápido possível. Mas, alcançar essa precisão não é sempre tão fácil, já que exige uma série de fatores que pode mudar de uma pessoa para outra. Por exemplo, existem profissionais que sabem lidar com pressão e até preferem um ambiente mais agitado para ganhar motivação.

Enquanto há outras que não gostam de se sentir constantemente pressionadas e ficam ansiosas, ocasionando em um desempenho abaixo do esperado. Quanto a isso, João Pacífico comenta: “Somos muito ruins em prever o que vai nos fazer feliz. Nosso cérebro engana a gente. As pessoas que trabalham no mercado financeiro, por trabalharem com dinheiro, acabam achando que a felicidade está no dinheiro.  A ciência da felicidade mostra que não é por aí.”

Ele ainda completa: “Todo ser humano do planeta quer ser feliz. Depois que eu entendo isso, vem a pergunta. O que traz felicidade para as pessoas? Por que não aplicar isso na empresa que é onde as pessoas – em geral – passam a maior parte do tempo delas? É meio óbvio. Se você aplicar esses conceitos: você fica mais feliz, as pessoas que trabalham com você vão ficar mais felizes. Mais pessoas vão querer trabalhar com você, os clientes vão querer trabalhar com você. Não é segredo.”

Claro que toda empresa passa por uma certa pressão para obter resultados, gerar lucros, bater a concorrência. É algo comum no mercado. João Pacífico conta que a felicidade no trabalho também está sujeita a diversas divergências: “Desmistificando a felicidade nas organizações: as pessoas acham que é só diversão e “uhu” o tempo inteiro, que você nunca vai ficar triste ou com medo, quando na verdade é por aí. É sobre aceitar os sentimentos desagradáveis, elas fazem parte e nos protegem. O primeiro passo é entender que somos seres humanos.” Segundo ele, cabe a um bom gestor saber a personalidade de seus colaboradores, entender o que pode estar acontecendo e motivar da forma certa cada membro de sua equipe.

No entanto, trabalhar com felicidade é o mesmo que exercer a gratidão. Na psicologia positiva, isso possui um significado diferente. Não se trata apenas de dizer “obrigado” a alguém, pois a gratidão não é somente uma ação, mas também uma emoção que serve a um propósito. Como resultado, a gratidão contribui para que possamos nos conectar a algo maior do que nós mesmos – seja a outras pessoas, natureza ou a um poder superior. 

Sinceridade nas emoções traz benefícios e renova as relações. Dê tempo ao tempo, explore novos hábitos, enxergue desafios através de uma outra perspectiva, conheça melhor com quem você está trabalhando e se pergunte diariamente: eu sou grato pela vida e por ser quem sou hoje?