{"id":1279,"date":"2019-10-22T11:13:23","date_gmt":"2019-10-22T14:13:23","guid":{"rendered":"http:\/\/behappier.app\/?p=1279"},"modified":"2019-10-28T21:27:54","modified_gmt":"2019-10-29T00:27:54","slug":"o-que-aprendi-sobre-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/behappier.app\/blog\/?p=1279","title":{"rendered":"O que aprendi sobre felicidade"},"content":{"rendered":"<p>[fusion_builder_container hundred_percent=&#8221;no&#8221; equal_height_columns=&#8221;no&#8221; menu_anchor=&#8221;&#8221; hide_on_mobile=&#8221;small-visibility,medium-visibility,large-visibility&#8221; class=&#8221;&#8221; id=&#8221;&#8221; background_color=&#8221;&#8221; background_image=&#8221;&#8221; background_position=&#8221;center center&#8221; background_repeat=&#8221;no-repeat&#8221; fade=&#8221;no&#8221; background_parallax=&#8221;none&#8221; parallax_speed=&#8221;0.3&#8243; video_mp4=&#8221;&#8221; video_webm=&#8221;&#8221; video_ogv=&#8221;&#8221; video_url=&#8221;&#8221; video_aspect_ratio=&#8221;16:9&#8243; video_loop=&#8221;yes&#8221; video_mute=&#8221;yes&#8221; overlay_color=&#8221;&#8221; video_preview_image=&#8221;&#8221; border_size=&#8221;&#8221; border_color=&#8221;&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; padding_top=&#8221;&#8221; padding_bottom=&#8221;&#8221; padding_left=&#8221;&#8221; padding_right=&#8221;&#8221;][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=&#8221;1_1&#8243; layout=&#8221;1_1&#8243; background_position=&#8221;left top&#8221; background_color=&#8221;&#8221; border_size=&#8221;&#8221; border_color=&#8221;&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; border_position=&#8221;all&#8221; spacing=&#8221;yes&#8221; background_image=&#8221;&#8221; background_repeat=&#8221;no-repeat&#8221; padding_top=&#8221;&#8221; padding_right=&#8221;&#8221; padding_bottom=&#8221;&#8221; padding_left=&#8221;&#8221; margin_top=&#8221;0px&#8221; margin_bottom=&#8221;0px&#8221; class=&#8221;&#8221; id=&#8221;&#8221; animation_type=&#8221;&#8221; animation_speed=&#8221;0.3&#8243; animation_direction=&#8221;left&#8221; hide_on_mobile=&#8221;small-visibility,medium-visibility,large-visibility&#8221; center_content=&#8221;no&#8221; last=&#8221;no&#8221; min_height=&#8221;&#8221; hover_type=&#8221;none&#8221; link=&#8221;&#8221;][fusion_text]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que tenho para contar pode parecer, em alguns momentos, dif\u00edcil de acreditar, at\u00e9 mesmo para mim. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E como algumas hist\u00f3rias s\u00e3o marcadas por datas, vou eleger o dia 19 de julho de 2016 como ponto de partida para o que vem a seguir. Foi quando a palavra mudan\u00e7a mostrou seu verdadeiro significado para mim. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Quando comecei a entender que todas as minhas cren\u00e7as iriam ao ch\u00e3o, junto com a \u00e1rea de lazer do lugar onde eu morava.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Eu vivia, ou melhor, o meu endere\u00e7o era um condom\u00ednio de alto padr\u00e3o onde dividia minha exist\u00eancia com marido, filhos, minha m\u00e3e e a Nina, nossa gata. Todos com sa\u00fade, emprego, escola. Eu tinha tudo para chamar minha casa de lar. E eu acreditava que era.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o posso dizer que eu vivia porque eu pouco aproveitava o lugar. Enquanto usava a academia, fazia liga\u00e7\u00f5es para resolver problemas do trabalho. Durante o tempo que meu filho mais novo se divertia na piscina, eu enviava in\u00fameros e-mails, resolvia problemas, marcava mais e mais reuni\u00f5es. Era urgente, n\u00e3o podia esperar, eu precisava responder naquele momento, imposs\u00edvel deixar para mais tarde.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por muito tempo, esse foi meu ritmo. Podemos colocar a\u00ed uns quinze anos. Conquistei muita coisa da qual tenho orgulho. Mas nada me fez conquistar o que de fato eu tanto queria: um sentimento de felicidade que fosse genu\u00edno, que fosse sentido sem culpa, sem estar relacionado a um momento de prazer, sem que viesse depois de comprar algo que eu desejava. At\u00e9 ent\u00e3o, a felicidade era algo que eu n\u00e3o conseguia adquirir.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pois na madrugada do dia 19 de julho de 2016, a \u00e1rea de lazer do meu condom\u00ednio desmoronou, tirando a vida de um dos funcion\u00e1rios do local, esmagando todos os trezentos carros que estavam na garagem e acordando todas fam\u00edlias que acreditaram por um momento que as torres dos pr\u00e9dios tamb\u00e9m iriam desmoronar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desci vinte e quatro andares acompanhada de um medo terr\u00edvel. Sem luz, ao som de pessoas gritando de pavor, o Arthur, meu ca\u00e7ula, sem entender o que acontecia, minha gata no meu colo com as unhas cravadas nas minhas costas, meu marido, minha m\u00e3e e meu filho mais velho correndo contra o tempo. Sa\u00edmos com vida, mas o que sentimos nos afetou para sempre. A mim, trouxe uma depress\u00e3o. E perguntas para as quais n\u00e3o tinha resposta. Por que comigo? Por que justo agora? Por que e mais por qu\u00ea.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A depress\u00e3o trouxe junto um sentimento de autopiedade. Fiquei com pena de mim mesma. De um dia para o outro fiquei sem casa, sem carro, sem minhas coisas, fiquei sem minha maquiagem (s\u00e9rio, isso tamb\u00e9m me deixou em p\u00e2nico). Mas foi ao perder que comecei a perceber o quanto eu comecei a ganhar. Amigos me ofereceram tudo: carro, casa, roupa, maquiagem (ufa!). Aos poucos fui colocando a vida em ordem. Mas a depress\u00e3o persistia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Me fiz ent\u00e3o uma pergunta: o que faz as pessoas se sentirem felizes, apesar de passarem por grandes perdas? O que as faz seguir em frente com um sorriso no rosto? Comecei a estudar e descobri um mundo que ainda \u00e9 pouco conhecido, onde a felicidade \u00e9 motivo de pesquisas cient\u00edficas. Quanto mais eu estudava, mais a depress\u00e3o se dissolvia. Compreendi que ser feliz requer pr\u00e1tica e dedica\u00e7\u00e3o. Por sorte, tenho a disciplina a meu favor e passei a exercitar todas as recomenda\u00e7\u00f5es sobre o que nos faz feliz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo isso foi t\u00e3o transformador na minha vida que assumi como miss\u00e3o difundir esse conhecimento por meio palestras, conversas, conte\u00fado. Entendi que eu tinha que passar por um momento de perda para verdadeiramente assimilar o que era felicidade. Eu n\u00e3o tinha ideia que estava sendo preparada para viver a maior dor da minha vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 30 de mar\u00e7o de 2019, dei uma palestra sobre felicidade. Era um s\u00e1bado, uma manh\u00e3 linda, ensolarada e quente. Terminei a palestra em um estado de plenitude, de certeza de que eu estava no caminho certo. \u00c0 tarde, nesse mesmo s\u00e1bado, atendo a liga\u00e7\u00e3o do meu filho: \u2013 M\u00e3e, levei um tiro. Sinto que vou morrer.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A dist\u00e2ncia entre mim e o lugar onde meu filho estava era de cerca de quinze quil\u00f4metros. Nessas horas, voc\u00ea compreende a teoria da relatividade de uma maneira brutal &#8211; atravessar esses quinze quil\u00f4metros foi o mesmo que cruzar o deserto do Saara. At\u00e9 chegar para encontrar o Caio, sem saber se conseguiria v\u00ea-lo com vida, foram os piores momentos que j\u00e1 vivi. Lembra que eu desci as escadas com medo? Esquece. Agora sim eu senti um pavor real.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos grandes ensinamentos sobre felicidade \u00e9 aprender que temos o poder de fazer escolhas. Entre me desesperar at\u00e9 chegar ao local onde meu filho estava ou recorrer a toda f\u00e9 que eu acreditava ter, fiquei com a segunda op\u00e7\u00e3o. Nada f\u00e1cil, diga-se de passagem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Encontrar meu filho vivo foi experimentar a gratid\u00e3o da maneira mais profunda poss\u00edvel. Por maior que fosse a dor, a d\u00favida, o medo, ver que ele estava respirando me colocou em um estado de intenso agradecimento. Ajoelhei ao lado da ambul\u00e2ncia de tanta emo\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Albert Einstein dizia que h\u00e1 apenas duas maneiras de viver a vida. Uma, \u00e9 como se nada fosse um milagre. A outra, \u00e9 como se tudo fosse. Posso olhar este acontecimento e classific\u00e1-lo como uma trag\u00e9dia. Meu filho teve a medula rompida e n\u00e3o sabemos se um dia ele voltar\u00e1 a andar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas posso tentar agradecer por tudo que aconteceu: ele est\u00e1 vivo, o socorro n\u00e3o demorou, a equipe m\u00e9dica que o atendeu fez um excelente trabalho, a delicada cirurgia para a retirada da bala foi um sucesso, os amigos n\u00e3o deixaram de nos apoiar em nenhum momento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dias de interna\u00e7\u00e3o foram marcados pelo conjunto de sentimentos em doses m\u00e1ximas. Vivemos tristeza, f\u00e9, gratid\u00e3o, dor, esperan\u00e7a, medo. Foi como andar de montanha russa, todos os dias, sem parar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aceitar \u00e9 o verbo que mais repito para mim mesma. Eu n\u00e3o tenho outra escolha. Dizem que ficamos bons naquilo que praticamos. \u00c9 isso que me move, que me faz substituir a revolta e a dor pela compaix\u00e3o. Eu escolhi acreditar que tudo na minha vida \u00e9 um milagre. E quando voc\u00ea usa essa lente, come\u00e7a a enxergar a felicidade de forma mais n\u00edtida e verdadeira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se eu puder fazer com que mais pessoas passem a ver a vida com as mesmas lentes que eu, pelas lentes da felicidade, terei honrado a minha exist\u00eancia. Adotei como miss\u00e3o compartilhar o que aprendi e desejo alcan\u00e7ar cada vez mais pessoas para dizer que podemos praticar a felicidade e mudar nossa forma de ver e sentir a vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gravei no meu bra\u00e7o, em s\u00e2nscrito, o mantra Lokah Samastah Sukhino Bhavanthu. Mais do que uma tradu\u00e7\u00e3o, uma orienta\u00e7\u00e3o para a vida que espero ter: que todos os seres sejam felizes e que todos os meu atos, palavras e pensamentos contribuam para a felicidade de todos os seres. Para tornar poss\u00edvel a minha miss\u00e3o, criei o Be Happier, uma plataforma para mostrar que \u00e9 poss\u00edvel aprender a ser feliz. Porque eu posso dizer que sem esse aprendizado, eu n\u00e3o teria suportado tudo que vivi at\u00e9 agora. A felicidade me salvou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em>Flavia da Veiga, fundadora do BeHappier<\/em><\/p>\n<p>[\/fusion_text][\/fusion_builder_column][\/fusion_builder_row][\/fusion_builder_container]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[fusion_builder_container hundred_percent=&#8221;no&#8221; equal_height_columns=&#8221;no&#8221; menu_anchor=&#8221;&#8221; hide_on_mobile=&#8221;small-visibility,medium-visibility,large-visibility&#8221; class=&#8221;&#8221; id=&#8221;&#8221; background_color=&#8221;&#8221; background_image=&#8221;&#8221; background_position=&#8221;center center&#8221; background_repeat=&#8221;no-repeat&#8221; fade=&#8221;no&#8221; background_parallax=&#8221;none&#8221; parallax_speed=&#8221;0.3&#8243; video_mp4=&#8221;&#8221; video_webm=&#8221;&#8221; video_ogv=&#8221;&#8221; video_url=&#8221;&#8221; video_aspect_ratio=&#8221;16:9&#8243; video_loop=&#8221;yes&#8221; video_mute=&#8221;yes&#8221; overlay_color=&#8221;&#8221; video_preview_image=&#8221;&#8221; border_size=&#8221;&#8221; border_color=&#8221;&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; padding_top=&#8221;&#8221; padding_bottom=&#8221;&#8221; padding_left=&#8221;&#8221; padding_right=&#8221;&#8221;][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=&#8221;1_1&#8243; layout=&#8221;1_1&#8243; background_position=&#8221;left top&#8221; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1197,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-1279","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proposito"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1279","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1279"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1279\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1315,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1279\/revisions\/1315"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1279"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1279"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1279"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}