{"id":1339,"date":"2019-10-28T23:29:40","date_gmt":"2019-10-29T02:29:40","guid":{"rendered":"http:\/\/behappier.app\/?p=1339"},"modified":"2019-10-28T23:31:41","modified_gmt":"2019-10-29T02:31:41","slug":"a-felicidade-nao-esta-na-prateleira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/behappier.app\/blog\/?p=1339","title":{"rendered":"A felicidade n\u00e3o est\u00e1 na prateleira"},"content":{"rendered":"<p>[fusion_builder_container hundred_percent=&#8221;no&#8221; equal_height_columns=&#8221;no&#8221; menu_anchor=&#8221;&#8221; hide_on_mobile=&#8221;small-visibility,medium-visibility,large-visibility&#8221; class=&#8221;&#8221; id=&#8221;&#8221; background_color=&#8221;&#8221; background_image=&#8221;&#8221; background_position=&#8221;center center&#8221; background_repeat=&#8221;no-repeat&#8221; fade=&#8221;no&#8221; background_parallax=&#8221;none&#8221; parallax_speed=&#8221;0.3&#8243; video_mp4=&#8221;&#8221; video_webm=&#8221;&#8221; video_ogv=&#8221;&#8221; video_url=&#8221;&#8221; video_aspect_ratio=&#8221;16:9&#8243; video_loop=&#8221;yes&#8221; video_mute=&#8221;yes&#8221; overlay_color=&#8221;&#8221; video_preview_image=&#8221;&#8221; border_size=&#8221;&#8221; border_color=&#8221;&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; padding_top=&#8221;&#8221; padding_bottom=&#8221;&#8221; padding_left=&#8221;&#8221; padding_right=&#8221;&#8221;][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=&#8221;1_1&#8243; layout=&#8221;1_1&#8243; background_position=&#8221;left top&#8221; background_color=&#8221;&#8221; border_size=&#8221;&#8221; border_color=&#8221;&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; border_position=&#8221;all&#8221; spacing=&#8221;yes&#8221; background_image=&#8221;&#8221; background_repeat=&#8221;no-repeat&#8221; padding_top=&#8221;&#8221; padding_right=&#8221;&#8221; padding_bottom=&#8221;&#8221; padding_left=&#8221;&#8221; margin_top=&#8221;0px&#8221; margin_bottom=&#8221;0px&#8221; class=&#8221;&#8221; id=&#8221;&#8221; animation_type=&#8221;&#8221; animation_speed=&#8221;0.3&#8243; animation_direction=&#8221;left&#8221; hide_on_mobile=&#8221;small-visibility,medium-visibility,large-visibility&#8221; center_content=&#8221;no&#8221; last=&#8221;no&#8221; min_height=&#8221;&#8221; hover_type=&#8221;none&#8221; link=&#8221;&#8221;][fusion_text columns=&#8221;&#8221; column_min_width=&#8221;&#8221; column_spacing=&#8221;&#8221; rule_style=&#8221;default&#8221; rule_size=&#8221;&#8221; rule_color=&#8221;&#8221; hide_on_mobile=&#8221;small-visibility,medium-visibility,large-visibility&#8221; class=&#8221;&#8221; id=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A busca pela felicidade sempre foi um objetivo humano, ou, pelo menos, a busca pelo entendimento de sua natureza. Penso que no passado, por\u00e9m, se pensava menos na felicidade, at\u00e9 porque se prometia menos a felicidade do que se atualmente. Hoje tudo nos promete felicidade: o rem\u00e9dio para emagrecer, a grife de roupa, o novo modelo de carro, o livro de auto-ajuda. Passamos a acreditar que a felicidade \u00e9 algo externo a n\u00f3s mesmos, algo que pode ser adquirido com dinheiro, atitude ou treinamento. Pelo excesso de promessas de felicidade, podemos pensar que ela nos falta. Se buscamos demais alguma coisa \u00e9 porque n\u00e3o a temos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo da hist\u00f3ria humana, a busca por uma vida plena sempre foi motivo de reflex\u00f5es filos\u00f3ficas, art\u00edsticas, religiosas. A conquista da felicidade, contudo, era tida como algo insepar\u00e1vel da vida cotidiana, em especial entre os fil\u00f3sofos da Antiguidade cl\u00e1ssica. Assim, a felicidade era vista como sendo resultado das nossas posturas \u00e9ticas, das nossas pr\u00e1ticas na vida. Via de regra, essa vis\u00e3o da felicidade, como resultante da \u00e9tica, fundamentava-se nas ideias de bem e virtude como sendo valores perseguidos por todo ser humano, e cujo alcance se traduz numa exist\u00eancia plena e feliz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o que as pessoas no passado fossem mais felizes do que n\u00f3s somos hoje. O que acontece em nossos dias \u00e9 que estamos perdendo essa dimens\u00e3o \u00e9tica da vida. Cada vez mais os fins justificam os meios. Com isso, estabelecemos uma separa\u00e7\u00e3o racional entre o que deve ser feito \u2013 o que pode ser considerado bom, adequado, justo, aceit\u00e1vel\u00a0 \u2013 e o que pode ser feito. E o que pode ser feito nem sempre \u00e9 o melhor para n\u00f3s e para os outros mas, quase sempre, \u00e9 o que trar\u00e1 mais vantagens imediatas. Do ponto de vista psicol\u00f3gico, isso aponta para a exist\u00eancia de um sentimento permanente de insatisfa\u00e7\u00e3o. \u00c9 quase imposs\u00edvel suprir todas as demandas que se multiplicam a cada dia, h\u00e1 sempre algo a ser adquirido, vivido, desfrutado. \u00c9 como se por mais que fiz\u00e9ssemos ou realiz\u00e1ssemos, nunca \u00e9 o bastante. \u00c9 dif\u00edcil dar-se por satisfeito num mundo que sempre oferece mais e mais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A\u00ed reside o nosso problema. Porque felicidade n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que satisfa\u00e7\u00e3o, mas estamos t\u00e3o preocupados em nos satisfazer que esquecemos de ser felizes ou, ent\u00e3o, confundimos as duas coisas. Ao mesmo tempo que conseguimos separar racionalmente o que deve ser feito do que pode ser feito, n\u00e3o conseguimos fazer isso afetivamente. Cada vez que violamos nossos princ\u00edpios, cren\u00e7as, esperan\u00e7as e sonhos em troca de satisfa\u00e7\u00e3o imediata entramos em conflito afetivo. Esse conflito pode nem ser percebido conscientemente mas ele est\u00e1 agindo dentro de n\u00f3s, gerando ansiedade, medo, d\u00favida, ressentimento, culpa, preocupa\u00e7\u00e3o, nos levando a uma constante insatisfa\u00e7\u00e3o com n\u00f3s mesmos e a vida que levamos. \u00c9 um ciclo vicioso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De fato, desde que se come\u00e7ou a investigar cientificamente a experi\u00eancia da felicidade, isso nos idos da d\u00e9cada de 50, nos Estados Unidos, os \u00edndices de felicidade relatados pelas pessoas n\u00e3o t\u00eam mostrado eleva\u00e7\u00f5es significativas. Por um lado, do ponto de vista objetivo \u2013 acesso a servi\u00e7os m\u00e9dicos, moradia, renda, a vida tenha se tornado progressivamente melhor. O que implica maior satisfa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, do ponto de vista subjetivo \u2013 emo\u00e7\u00f5es, sentimentos, pensamentos, as pessoas n\u00e3o se sentem mais felizes hoje do que se sentiam antes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Psicologicamente falando: podemos mesmo dizer que a medida que as pessoas v\u00e3o resolvendo seus problemas materiais, mais elas podem se voltar para os problemas subjetivos, \u00e0queles que n\u00e3o dependem de recursos externos para serem solucionados. Muitas vezes, \u00e9 a\u00ed que a tristeza aperta. Porque o que nos faz realmente felizes n\u00e3o pode ser comprado. Adquirir algo que desejamos muito pode elevar nosso sentimento de felicidade por algum tempo, \u00e9 o que se define em Psicologia da Felicidade como \u201cfelicidade objetiva\u201d. Mas com o correr do calend\u00e1rio, nossos n\u00edveis de felicidade retornam ao padr\u00e3o anterior, e aquilo que nos exultava perde o encanto e o poder de nos fazer felizes. At\u00e9 mesmo os pol\u00edticos em \u00e9poca de elei\u00e7\u00e3o utilizam-se do fator \u201cfelicidade objetiva\u201d, ligado \u00e0 melhora de vida, para seduzir os eleitores.\u00a0 Acontece que a felicidade n\u00e3o depende apenas de recursos externos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De certa forma, n\u00f3s j\u00e1 sabemos de tudo isso. Tanto \u00e9 que proliferam os livros de autoajuda, as seitas religiosas, as pr\u00e1ticas de vida alternativa. Todos esses recursos que nos prometem o alcance da felicidade interior, supostamente a verdadeira felicidade.\u00a0 Similarmente, o que entra em jogo aqui \u00e9 a promessa de aquisi\u00e7\u00e3o da felicidade, s\u00f3 que, dessa vez, ela vem em modelos pr\u00e9-definidos de condutas para uma vida feliz. E o equ\u00edvoco de se acreditar nessas promessas \u00e9 comprar a ideia de que a felicidade possui uma f\u00f3rmula que serve para todos.\u00a0 H\u00e1 alguns s\u00e9culos, as doutrinas crist\u00e3s, em especial a cat\u00f3lica, pregavam uma vida regrada, humilde e de priva\u00e7\u00f5es como caminho seguro para a felicidade eterna. Isso, entretanto, nunca funcionou na pr\u00e1tica porque as pessoas t\u00eam necessidades f\u00edsicas, emocionais e espirituais. N\u00e3o \u00e9 a toa que ainda hoje observamos as institui\u00e7\u00f5es religiosas lutando contra o pecado dentro de seus muros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ser humano \u00e9 um conjunto complexo de desejos e necessidades, que precisa ser equilibrado para que se possa alcan\u00e7ar uma vida plena. A medida desses desejos e dessas necessidades varia de pessoa para pessoa. N\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmulas para a felicidade. Al\u00e9m disso, h\u00e1 o aspecto \u00e9tico, que talvez seja o \u00fanico aspecto que realmente possibilite o alcance de uma vida plena, feliz. Por mais alto que nossos desejos ou necessidades gritem, eles n\u00e3o podem ser satisfeitos sem que se leve em considera\u00e7\u00e3o os efeitos disso sobre n\u00f3s mesmos e os outros. A busca pela felicidade, n\u00e3o importa a \u00e9poca em que se d\u00ea, \u00e9 uma busca por uma vida melhor no sentido mais amplo da palavra, a busca por um ser humano melhor. A plenitude da vida reside em viver em equil\u00edbrio com tudo aquilo que somos e podemos ser.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Por Angelita Scardua, psic\u00f3loga e especialista em estudos sobre Felicidade. <\/span><\/i><\/p>\n<p>[\/fusion_text][\/fusion_builder_column][\/fusion_builder_row][\/fusion_builder_container]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[fusion_builder_container hundred_percent=&#8221;no&#8221; equal_height_columns=&#8221;no&#8221; menu_anchor=&#8221;&#8221; hide_on_mobile=&#8221;small-visibility,medium-visibility,large-visibility&#8221; class=&#8221;&#8221; id=&#8221;&#8221; background_color=&#8221;&#8221; background_image=&#8221;&#8221; background_position=&#8221;center center&#8221; background_repeat=&#8221;no-repeat&#8221; fade=&#8221;no&#8221; background_parallax=&#8221;none&#8221; parallax_speed=&#8221;0.3&#8243; video_mp4=&#8221;&#8221; video_webm=&#8221;&#8221; video_ogv=&#8221;&#8221; video_url=&#8221;&#8221; video_aspect_ratio=&#8221;16:9&#8243; video_loop=&#8221;yes&#8221; video_mute=&#8221;yes&#8221; overlay_color=&#8221;&#8221; video_preview_image=&#8221;&#8221; border_size=&#8221;&#8221; border_color=&#8221;&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; padding_top=&#8221;&#8221; padding_bottom=&#8221;&#8221; padding_left=&#8221;&#8221; padding_right=&#8221;&#8221;][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=&#8221;1_1&#8243; layout=&#8221;1_1&#8243; background_position=&#8221;left top&#8221; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1330,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-1339","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1339","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1339"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1339\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1340,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1339\/revisions\/1340"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/behappier.app\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}