{"id":1344,"date":"2019-11-04T10:51:47","date_gmt":"2019-11-04T12:51:47","guid":{"rendered":"http:\/\/behappier.app\/?p=1344"},"modified":"2019-11-04T10:53:15","modified_gmt":"2019-11-04T12:53:15","slug":"a-vida-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/behappier.app\/blog\/?p=1344","title":{"rendered":"A vida \u00e9 agora"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pare e pense nas lembran\u00e7as felizes da sua vida. Pensou? Aposto que a maioria delas n\u00e3o envolve dinheiro ou status social, n\u00e3o implica pr\u00e9-conceitos est\u00e9ticos ou demonstra\u00e7\u00f5es melodram\u00e1ticas de amor. As lembran\u00e7as felizes da vida costumam girar em torno de coisas muito simples, viv\u00eancias do dia a dia, aquelas pequenas coisinhas para as quais n\u00f3s n\u00e3o damos a import\u00e2ncia devida no decorrer dos dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na maioria das vezes n\u00f3s confundimos as coisas. Costumamos achar que a alegria que sentimos ao receber uma promo\u00e7\u00e3o ou concluir um neg\u00f3cio \u00e9 devida \u00e0s possibilidades financeiras que isso representa. Bobagem. Ficamos alegres por nos sentirmos reconhecidos. Porque mesmo que o dinheiro continue a crescer na nossa conta, a felicidade n\u00e3o vinga se n\u00e3o pudermos constatar que o trabalho que realizamos faz diferen\u00e7a na roda da vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando algu\u00e9m nos declara amor de forma ostensiva, tendemos a achar que nosso contentamento vem da dramaticidade da performance, do n\u00famero de flores recebidas ou da extens\u00e3o do poema recitado. Esque\u00e7a isso. N\u00f3s queremos compartilhar o nosso amor. Se as flores continuarem a chegar e os poemas continuarem a ser escritos, mas a pessoa n\u00e3o estiver l\u00e1 para dividir tudo aquilo que somos e podemos ser \u2013 nos momentos de fracasso ou nos de sucesso \u2013 a felicidade n\u00e3o vinga.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao conseguirmos comprar a casa sonhada, nos inclinamos \u00e0 ideia de que podemos ser mais felizes porque teremos mais conforto ou mais status. Pode ser, mas se a casa for grande e bela e n\u00e3o houver com quem habit\u00e1-la \u2013 amigos, fam\u00edlia ou nosso amor \u2013 e se ela n\u00e3o representar para voc\u00ea a chance da seguran\u00e7a objetiva, que lhe permitir\u00e1 correr atr\u00e1s de outros sonhos, mas apenas a confirma\u00e7\u00e3o de seu progresso financeiro. Ent\u00e3o, a felicidade n\u00e3o vingar\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o dever\u00edamos perder tanto tempo da vida investindo em coisas que n\u00e3o podem nos fazer felizes: como a busca desenfreada por dinheiro ou pela eterna juventude, a dedica\u00e7\u00e3o a uma cren\u00e7a que n\u00e3o confere significado \u00e0 vida ou uma rela\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o comungamos do amor. A vida \u00e9 curta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu sei disso, e voc\u00ea tamb\u00e9m. Ent\u00e3o por que continuamos a viver como se tiv\u00e9ssemos todo o tempo do mundo? N\u00f3s n\u00e3o temos. A vida \u00e9 agora. Pega o telefone e liga para aquela pessoa que voc\u00ea gosta tanto mas que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o v\u00ea. Diga eu te amo a quem voc\u00ea pode dizer. Fa\u00e7a alguma coisa decente por algu\u00e9m \u2013 inclusive por voc\u00ea mesmo \u2013 agora.<\/span><\/p>\n<p><b><i>Ser feliz implica na capacidade de entrar em sintonia com o fluxo da vida.<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fluxo da vida n\u00e3o nos espera, ele simplesmente flui. Em cada momento, em cada milissegundo do tempo que nossos rel\u00f3gios, calend\u00e1rios e c\u00e9lulas contabilizam. A vida passa, estejamos usufruindo dela ou n\u00e3o. Sendo assim, a felicidade configura-se numa combina\u00e7\u00e3o r\u00edtmica entre o que n\u00f3s precisamos e o que n\u00f3s desejamos, entre o que podemos viver e o que gostar\u00edamos de realizar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Podemos mesmo dizer que o potencial para a felicidade \u00e9, essencialmente, viver cada experi\u00eancia como se fosse a \u00faltima, porque pode ser. Seja a experi\u00eancia ruim ou boa, prazerosa ou n\u00e3o, viv\u00ea-la integralmente nos ajuda a definir o que \u00e9 realmente importante para n\u00f3s em nossas vidas. Somente conseguindo identificar o que realmente queremos \u2013 mesmo que esse querer seja mutante \u2013 \u00e9 que podemos priorizar e reconhecer aquilo com o que estamos dispostos a compartilhar nosso t\u00e3o precioso tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E quando conseguimos fazer isso, nos damos conta de que ser feliz \u00e9 viver a vida que temos para ser vivida com todos os nossos recursos sensoriais. Porque o mundo da nossa vida \u00e9 o mundo dos sentidos, \u00e9 atrav\u00e9s deles que experimentamos o melhor e o pior daquilo que podemos ser. E se os sentidos s\u00e3o a porta para a experi\u00eancia humana, ent\u00e3o eles tamb\u00e9m s\u00e3o a porta para a felicidade terrena.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, a felicidade pode ser vista como o fruto da experi\u00eancia humana em sua totalidade, e n\u00e3o apenas momentos apote\u00f3ticos isolados no fluxo do tempo. A felicidade seria, portanto, um estado que se oportuniza pela nossa capacidade de usufruir da experi\u00eancia. A felicidade n\u00e3o \u00e9 o que vivemos, mas como vivemos. Por isso a import\u00e2ncia dos momentos mais ordin\u00e1rios da nossa vida, porque \u00e9 nas situa\u00e7\u00f5es mais confort\u00e1veis como aquelas \u00e0s quais estamos habituados, ou nas mais duras, que podemos revelar toda a nossa capacidade de viver a vida.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Por Angelita Scardua, psic\u00f3loga e especialista em estudos sobre Felicidade.\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pare e pense nas lembran\u00e7as felizes da sua vida. Pensou? Aposto que a maioria delas n\u00e3o envolve dinheiro ou status social, n\u00e3o implica pr\u00e9-conceitos est\u00e9ticos ou demonstra\u00e7\u00f5es melodram\u00e1ticas de amor. 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