Mark Twain dizia que os dois dias mais importantes da sua vida são os dias que você nasceu e o dia que você descobre o porquê. E essa descoberta é uma das tarefas mais importantes da nossa existência, principalmente se queremos uma vida mais realizada e feliz. Mas essa busca não é de hoje. Os grandes filósofos, como Aristóteles, defendiam a eudemonia, isto é, a busca da realização das próprias potencialidades e ainda estar a serviço de algo superior à própria pessoa. De lá para cá muitos anos se passaram e os cientistas da felicidade (sim, felicidade é uma ciência), como o psicólogo Martin Seligman e a Dra. Sonja Lyubomirsky confirmam que uma vida feliz é uma vida que vale a pena ser vivida, que tem um significado.

“Felicidade é a experiência de contentamento e bem-estar, combinada a sensação que a própria vida possui sentido e vale a pena.”

Dra. Sonja Lyubomirsky

             Somos seres que buscam significado. Essa sensação de contribuir para algo importante traz mais satisfação do que o dinheiro pode comprar. É sentir que nossas atividades e experiências são significativas e valiosas. É ir além da busca somente do prazer e dinheiro.

             Encontramos a verdadeira felicidade quando sentimos que estamos contribuindo com algo maior que nós mesmos. Isso é válido para as relações, para o trabalho, para a fé, ou mesmo para a comunidade

             E o propósito não só é importante para a felicidade, mas como para os negócios. As pesquisas mostram que as empresas e empresários, que tem um propósito bem definido, tem muito mais probabilidade de sucesso profissional.

E como criar seu propósito? É se perguntar, o que me inspira? Porque eu existo? Como posso pegar meus pontos fortes e usá-los de uma forma que eu realmente farei a diferença no mundo?

Agora, você pode imaginar que esse é um tema fútil, de gente que não tem mais com o que se preocupar. E se eu disser que ter um significado é ainda mais importante para os momentos de dor? O maior exemplo vem do psicólogo Viktor Frankl que conta a sua história no campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Frankl relata que pessoas que tinham um significado, uma razão para existir, eram as pessoas que sobreviviam ao horrores da Guerra.

“Nada proporciona melhor capacidade de superação e resistência aos problemas e dificuldades em geral do que a consciência de ter uma missão a cumprir na vida.” Viktor Frankl

E para encerrar, me lembro de um questionamento do antropólogo e psicólogo Roberto Crema sobre propósito: o que estamos fazendo com a história que viemos contar?

Flavia da Veiga

Fundadora do BeHappier